um espaço nem tão “espaço” assim
Uma vidinha tranqüila sem muitas preocupações. Ou melhor. Com muitas preocupações. Mas com pouca interferência imediata de informações, sejam elas de interesse singular ou plural. A dificuldade em comunicação real era o grande empecilho nos “velhos” tempo.
Hoje, porém, após um giro de 180º, as pessoas nem mesmo sabem o que estão lendo, vendo, ouvindo, falando… Assimilar as coisas parece impossível. Essa aberração, como muitos podem pensar, é graças ao desenvolvimento desenfreado das tecnologias.
Tudo parece tão real, tão próximo – mesmo que distante tudo é tão acessível. Namorar alguém do outro lado do mundo é fácil. Saber da vida da fulinha de tal que morava em Porto Alegre, mas que hoje mora em Tóquio é barbada. Isso graças, mais uma vez, ao desenvolvimento desenfreado das tecnologias. Isso tudo graças ao ciberespaço e a cibercultura. Calminha antes de começar a xingar!
Uma definição: em si não pode ser definido por um conceito único… seria na verdade uma união de diversos fatores que abrangem as evoluções tecnológicas atuais e as influências que elas exercem sobre o mundo atual… por exemplo, a blogosphera – que simboliza o mundo dos blogs, faz parte do ciberespaço.
Vai dizer que não fica fácil assim?! Cada vez mais os sites evoluem trazendo mais tipos de interação. Orkut, youtube, gmail, wordpress, são exemplos, de como essa interação pode ocorrer. Mas ela é chamada ciberespaço porque não é algo REAL (palpável, cheirável e etc), mas sim virtual (dados transformados em impressões visuais simuladas com as quais podemos interagir).
O que mais impressiona na cibercultura, é o fato de ela invadir cada vez mais nosso dia-a-dia. Com a fabricação e venda cada vez maiores de dispositivos móveis com capacidades de comunicação . Nossa relação com o espaço e com o tempo mudam em uma velocidade nunca antes vivenciada, dando-nos uma nova percepção de mundo, no qual nossos relacionamentos, inclusive com os saberes, convertem-se em espaços de fluxos – “espaço de fluxos” passou a substituir o “espaço de lugares” (CASTELLS, 2000) – , criando e desfazendo verdades, competências e habilidades. O que antes era concreto e palpável adquire uma dimensão imaterial na forma de impulsos eletrônicos.
uma apresentação bem curtinha …
Bem… Estranho contar assim para “meio mundo” coisas, nem tão particulares assim, da minha pessoa. Sou uma guria determinada a vencer obstáculos e conquistar um grande lugar ao sol na carreira profissional que escolhi, o jornalismo. Diga-se, minha grande paixão! Tenho certa facilidade para falar demais, talvez venha a escrever também. Porém, ao chegar em casa, todos os dias à noite acontece um fenômeno semelhante a esse:

Apesar de ainda ser estudante já me considero uma profissional. Lógico, com minhas limitações. Desde 2003, quando iniciei o curso, ainda na Ulbra, trabalho na área. Inicialmente, como produtora na rádio interna e experimental da Universidade. Permaneci lá por 10 meses. O tempo que fiquei estudando naquele lugar, muito estranho, em minha opinião.
Em 2004, já na Unisinos fui trabalhar num jornal em Estância Velha. Pequenino eu sei, mas que me ensinou como não se fazer jornalismo. De grande valia isso. Em seguida fui para Dois Irmãos, em outro jornal, esse já era diário, enquanto o primeiro, semanal. Foi importante para minha formação. Lá tive a primeira demonstração de como essa profissão mexe com o ego das pessoas. E que, infelizmente, o ciúmes do teu trabalho, muitas vezes, é inevitável. Saltei fora, não pela concorrência, mas porque estava uma situação insuportável. Em outra oportunidade conto melhor.
Fiquei por dois meses trabalhando com minha mãe até começar a trabalhar com os guris do Polvo. Bah! Muito bom! Foi engraçado como cheguei até lá. Essa merece mais detalhes. Fui numa sexta-feira no CIEE ver se tinha vagas de estágio para Novo Hamburgo e a menina me deu uma carta recomendação para a Bark Comunicação. Ta né! Liguei. Para minha decepção a vaga estava praticamente definida, mas o Maurício, gente boa pra caramba, resolveu que ia fazer uma entrevista comigo, isto, porém, somente na outra sexta-feira.
Tudo bem. Lá fui eu. Conversamos por, talvez, 30 ou 40 minutos. Sobre tudo, inclusive música. Beatles, Stones, nova geração britânica e como não podia faltar, Sabbath e Ozzy Osbourne. Na outra semana comecei a trabalhar. Editava notícias no site do jornal e fazia matérias quinzenais para a versão impressa.
Agora, trabalho na TV Unisinos. Muito maravilhosos, diga-se. Amo esse lugar e essas pessoas. Cada um com sua particularidade e disposto a fazer bem feito o seu trabalho. Às vezes há uma vaciladinha em alguns pontos, mas nada que o Dani não arranque nossos cabelos. Simplesmente fantástico. Achei o nicho que quero trabalhar!
Aqui, pude ter oportunidade de conhecer pessoas loucas e maravilhosas como a do vídeo aqui embaixo. “Somos Geração Futura”!
Paralelamente, trabalho na assessoria da prefeitura de Novo Hamburgo, outro lugar legal e de pessoas bacanas. Experiências que estão sendo show de bola!
Enfim, sobre as expectativas quanto à cadeira, objetivo desse texto também, são boas. Pena que não falaremos de jornalismo comunitário. Espero analisar e debater sobre o “novo jornalismo”. Já que a Internet revoluciona tudo, a maneira de fazer jornalismo também entra nessa. Gostaria de ter acesso a novas propostas e exemplos disso. Como grandes sites, empresas jornalísticas e “meros” cidadãos estão revolucionando com a maneira de apresentar as informações. De momento era isso. Espero não ter escrito demais.
Hello world!
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