Cadê a liberdade de imprensa? …. sumiu

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foto: Fabio Pozzebom/ ABr

 

Um ato de censura. Nada menos do que isso. Um ato de covardia.
De opressão. De desrespeito e, não somente ao veículo,
mas um desrespeito ao público, à população.

Hugo Chávez não pensou duas vezes. Ordenou que tudo fosse extinto, que ficasse apenas na história. Com isso, centenas de pessaos perderam o emprego. O pânico bateu na porta. o que até então parecia mentira. Tornou-se verdade no dia 26 de maio. Os minutos finais foram emocionates.

A revolta dos jornalistas é grande. e não fica somente aos da venezuela, pelo contrário, rompe barreiras de países. Como é o caso da jornalista Vanesa Pires, da TV Unisinos. Ela, assim como toda a “classe”, acha um absurdo o que foi feito com os jornalistas e com a TV venezuelana.

“É ridículo que em pleno século XXI que pessoas privem pessoas do que elas estão afim de ver, ouvir ou ler. E não é somente ridículo. É doído também, pois foi aqu idfo lado. Poderia ser conosco também. Eu não sei o que o Chávez pensa, mas sei que não vai longe desse jeito. Liberdade de esxpressão é liberdade de vida.”

Em vários sites – se digitado RTVC no You Tube aparecem 17.700opções de vídeos – é possível ver a maneira triste em que o programa de notícias RCTV encerrou suas atividades. A emissora, popular diga-se, estava no ar há 53 anos e era líder em audiência – como se fosse a Rede Globo para o Brasil.

A nova emissora, que ocupa o espaço da RCTV no espectro televisivo chama-se Teves, trocadilho com “Te vês”, numa referência a intenção de que o venezuelano se reconheça na nova programação. Porém o conteúdo é chulo. De péssima qualidade. O improviso é escancarado. Tanto da emissora quanto do governo. Há predominância de documentários, novelas argentinas e noticiários quase burocráticos.

A emissora foi montada às pressas, poucas semanas antes de entrar no ar. E meia hora aopós o “fechamneto” da RTVC já estava fincionando, com uma grade repleta de novelas e atrações populares a RCTV dominava a Venezuela e, ao que tudo indica, a Teves não tem o mesmo embalo.

É cada vez mais comum. Quase que diário, marchas estudantis em protestos contra a não renovação da concessão da Rede Caracas de Televisão. Nas manifestações há uma evidente preocupação em evitar possíveis vinculações entre estudantes e os partidos políticos tradicionais. Quase não se vê passeatas com pessoas acima de 30 anos.

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foto: Maiquel Torcatt/ ABN

 

A RCTV fez parte do cerco midiático que resultou na breve deposição de Chávez há cinco anos. O golpe se consumou quando a oposição tomou a sede e cortou o sinal do canal 8, estatal, impedindo o presidente da República de se dirigir ao país. Esta foi a grande novidade naquele golpe. Ao invés do cerco militar do palácio de governo, como nas quarteladas clássicas. Talvez esse seja a grande mágoa de Chávez.

Junho 27, 2007. Uncategorized.

Um Comentário

  1. Naomi respondeu:

    uma tristeza, de fato.

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