um mundo que não é de faz de conta
“Uma colecionadora nata. São pelo menos, ela não sabe quantos itens colecionados. Dona Lori Link, 78 anos,
é uma moradora de Novo Hamburgo,
cidade há 40 km de Porto Alegre,
no Rio Grande do Sul. Uma simpática senhora que mora
sozinha em uma casa que mais pareceum museu – aliás, é esse o desejo dela: transformar a casa em um museu.”
É um mundo à parte. Repleto de objetos, não repetidos, mas semelhantes. Há de tudo, como uma coleção de mais de três mil chaveiros. E esse foi o primeiro objeto a começar a se repetir. Era uma pequena coleção do filho de dona Lori que faleceu ainda na infância e foi a partir desse fato que ela resolveu virar uma “multicolecionadora”, como ela mesma se denomina.
Pratos, vasos, panos, ursos de pelúcias, papai noéis, pulseiras e,
entre tantos objetos e prateleiras, moedas e cédulas, selos. Mas há algumas lembranças que podem até ser compartilhadas ou trocadas. Para isto dona Lori se corresponde com pessoas do mundo inteiro, podendo assim adquirir peças de outros países.
E para quem acha que colecionadores vivem num mundinho só deles, dona Lori mostra que é exatamente ao contrário. A
partir das cartas a jovem senhora de 78 anos acabou organizando encontros entre pessoas que se correspondem e se tornou presidente do encontro de correspondentes. O grupo realiza viagens e encontros todos os anos. Para ela o melhor de tudo é a coleção de amizades que acabou fazendo.
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